quarta-feira, 20 de abril de 2011

Levantar, olhar no espelho, me reconhecer de forma que nunca fui. Emaranhar sentimentos, me jogar - e consequentemente me perder. Ser fútil, ser superficial, ser profunda e intensa, como sempre fui. Não ser constante, surpreender e sempre botar o coração em tudo. Até num copo de cerveja. Olhar pra multidão, e se sentir só e vazia. Estar só com alguém e se sentir completa. Se fechar, se reprimir, se defender, se entregar, se render, se abrir. Indefeso é aquele que teme os sentimentos. Viver vai muito mais além do que existir. E sem ser, o viver tampouco tem o (des)prazer de existir. Procurar nas leis da física, na química, na macrobiótica, acunpuntura, sexo tântrico, no reino das moneras, no tai-chi-chuan, são cipriano, psicanálise, barbitúricos, sociologia, drogas, astronomia, anestesia e só obter resposta e retornos em você. Nenhuma dependência é maior do que essa, e nenhum vício havia me corroido mais do que o vício em você. Trocar o dinheiro, os pertences, a casa, o carro, a vida, a alma, o universo e a eternidade toda por um simples toque seu. E saber que essa não é uma história de amor, e sim, uma história sobre o (meu, o nosso) amor.

Nenhum comentário: