quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O amor...

Alguém disse que o amor é tipo leite. Que estraga, só é bom quando a gente deseja muito, enquanto ele ainda está na prateleira, depois que abrimos uma caixinha, perde a graça. E o longa vida tem conservante, e é uma mentira embalada.
Eu discordo. O amor não é leite. O amor é vinho! Ele entorpece. Te faz sentir coisas que você jamais havia sentido antes, te deixa atordoado e ao mesmo tempo feliz. Tudo ao seu redor fica mais bonito, mais excitante e mais desejável... Nos deixa mais autoconfiantes, mais corajosos. Tira um pouco da nossa atenção. Deixa as bochechas coradas, os olhos brilhantes. O raciocínio também já não é mais o mesmo. Dizemos exatamente aquilo que pensamos...
Apaga da nossa memória tudo aquilo que desejamos não lembrar e perdemos algumas reações. O mundo pode desabar enquanto apenas observamos com um semi-sorriso estampado no rosto. Nossa mente perde o controle, e não coordenamos mais alguns movimentos. E até as pessoas mais equilibradas -em todos os sentidos da palavra- perdem o equilíbrio.
Ficamos mais emotivos e mais sensíveis, mesmo quando perdemos alguns sentidos. Isso é ótimo, e o amor nos deixa exatamente assim, mas depois, só nos resta a ânsia, a ressaca e a dor de cabeça. E mesmo sofrendo por tais consequências e "sequelas", não aprendemos a lição! Nos apaixonaremos mais uma vez, e talvez, por mais uma garrafa de vinho, pois o instinto é maior do que qualquer condição.



PS: O texto citado (O amor é tipo leite) foi escrito por Nenê Altro.

Um comentário:

Matt D. disse...

Ainda bem que assim como a embriaguez, a ressaca também passa...
Até a gente tomar outro porre, e outro, e outro...

Enfim, achei válida a definição.